InícioNotíciasJuiz rejeita mais um pedido da defesa de Diddy para cancelar o julgamento

Juiz rejeita mais um pedido da defesa de Diddy para cancelar o julgamento

Nesta terça-feira (10), o juiz Arun Subramanian rejeitou mais uma solicitação dos advogados de Sean “Diddy” Combs para cancelar o julgamento.

De acordo com a ABC News, mesmo com os argumentos apresentados pela defesa, o magistrado afirmou que eles “não fundamentam a anulação, apenas demonstram o curso do processo adversarial”.

O músico e empresário enfrenta acusações de tráfico sexual, extorsão e transporte para prostituição. Por isso, reafirma sua inocência.

A defesa baseou a solicitação no depoimento de Bryana “Bana” Bongolan, amiga de Cassie Ventura Fine, ex-namorada de Combs. Segundo Bongolan, em setembro de 2016, o artista a segurou sobre uma sacada no apartamento de Ventura Fine, em Los Angeles.

Além disso, Bongolan exibiu uma foto de um hematoma na perna, que, segundo ela, surgiu após o incidente. Os metadados indicam que a foto foi capturada em 26 de setembro de 2016.

No entanto, os advogados de Combs contestam essa versão. Eles garantem que o artista “não poderia ter machucado Bongolan em uma sacada de Los Angeles na madrugada de 26 de setembro”, pois estava na Costa Leste nessa época.

Além disso, a defesa questionou o depoimento de Ventura Fine, alegando que ela apenas ouviu sobre o ocorrido posteriormente. “O governo apresentou testemunhos que sabia ou deveria saber serem materialmente falsos”, declarou a equipe jurídica de Combs.

Mesmo com essas alegações, Subramanian concluiu que a defesa teve a oportunidade de confrontar o depoimento de Bongolan usando documentos e questionamentos durante o julgamento. Por esse motivo, negou o pedido de anulação.

Esse foi o segundo pedido da defesa para interromper o processo. Em maio, os advogados de Combs já haviam contestado uma linha de questionamento da acusação.

Na ocasião, alegaram que os promotores tentavam insinuar, sem provas, que o artista destruiu evidências relacionadas a um suposto incêndio criminoso. No entanto, o juiz rejeitou essa solicitação, afirmando que nenhuma testemunha forneceu declarações que prejudicassem o julgamento de forma injusta.

Com a decisão desta terça-feira, o julgamento segue normalmente, com novas audiências previstas para os próximos dias.

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