InícioNotíciasAdvogados de Diddy alegam má conduta da promotoria e pedem segunda anulação do julgamento

Advogados de Diddy alegam má conduta da promotoria e pedem segunda anulação do julgamento

De acordo com um documento obtido pela revista PEOPLE, pela segunda vez em menos de duas semanas, os advogados de Sean “Diddy” Combs pediram a anulação do julgamento em andamento. No sábado (7), a defesa enviou uma carta ao juiz Arun Subramanian, alegando má conduta por parte da promotoria.

Segundo os advogados, os promotores apresentaram um testemunho falso relacionado a um suposto incidente ocorrido em 2016.

A defesa alega, em carta enviada ao juiz: “O governo forneceu um depoimento que tinha conhecimento ou deveria ter conhecimento de ser materialmente falso, ligado à acusação de que o Sr. Combs, em setembro de 2016, teria pendurado Bryana Bongolan na varanda do apartamento de Cassie Ventura.”

A defesa sustenta que Cassie Ventura, ex-companheira de Diddy, não teria como ter testemunhado o ocorrido. Isso porque mensagens de texto indicam que ela soube do suposto incidente apenas depois que ele aconteceu.

Os advogados também ressaltaram que o depoimento prejudicou a reputação de Combs diante dos jurados: “O governo usou o episódio para retratar o Sr. Combs como um homem furioso e perigoso, que aterrorizava a Sra. Ventura e suas amigas,” escreveram.

Para reforçar seu argumento, a defesa trouxe comprovantes que mostram o deslocamento de Combs. Eles mostraram que Combs estava em Nova York entre 24 e 29 de setembro de 2016. Ao mesmo tempo, a promotoria exibiu fotos de lesões atribuídas ao incidente, tiradas em Los Angeles no dia 26.

Portanto, segundo a defesa, o depoimento de Bongolan não se sustenta. “O governo sabia ou deveria saber que esse testemunho era falso,” afirmou a advogada Alexandra Shapiro.

Além disso, a defesa reclamou de interferências durante o interrogatório cruzado. Segundo os advogados, a promotoria tentou impedir que o time de defesa demonstrasse as contradições no depoimento. Como resultado, os jurados teriam recebido informações distorcidas.

A defesa do músico alega que “esse comportamento agravou os danos causados pelo falso testemunho.” Eles também afirmaram que “o incidente da sacada é apenas um exemplo de má conduta da promotoria durante o julgamento.”

No final de maio, os advogados já haviam feito outro pedido de anulação. Durante o julgamento, os promotores questionaram um perito sobre a suposta destruição das impressões digitais relacionadas ao incêndio no veículo de Kid Cudi.

A defesa argumentou que esse tipo de questionamento sugeria que Combs usou influência para interferir na investigação.

Eles argumentaram: “Eles estavam tentando plantar essa ideia nos jurados de que o Sr. Combs autorizou isso,” afirmou Shapiro. No entanto, o juiz negou o pedido inicial e considerou que as perguntas não causaram prejuízo ao réu.

Além disso, os advogados criticaram o depoimento de “Mia,” ex-assistente de Combs. Ela contou que evitava multas ao mencionar que trabalhava com o rapper. De acordo com a defesa, esse tipo de informação reforça a narrativa de que Diddy exercia influência sobre as autoridades.

“Ficou claro que a intenção da promotoria era sugerir que o Sr. Combs tinha poder para manipular investigações,” alegaram os advogados.

Em setembro de 2024, autoridades prenderam Sean Combs em um hotel na cidade de Nova York, onde ele foi formalmente acusado de envolvimento em tráfico sexual, conspiração e crimes relacionados à prostituição. Ele declarou-se inocente de todas as acusações e, caso seja condenado, pode receber uma pena de prisão perpétua.

O julgamento será retomado na segunda-feira (9), entrando na quinta semana. A expectativa é de que a acusadora conhecida como “Jane” retorne para prestar novo depoimento.

Até o momento, a promotoria ainda não respondeu ao segundo pedido de anulação. No entanto, deve apresentar resposta antes da audiência.

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