O nome de Sean “Diddy” Combs voltou ao centro do noticiário. Desta vez, o artista iniciou uma nova batalha nos tribunais ao contestar a pena de 50 meses de prisão que recebeu no ano passado.
De acordo com o TMZ, na sexta-feira (13) os advogados de Diddy apresentaram oficialmente a apelação no tribunal.
No documento, a defesa afirma que a sentença é excessiva e, além disso, argumenta que o juiz considerou acusações que o júri já havia rejeitado durante o julgamento.
Segundo os advogados, o júri decidiu que Diddy não cometeu os crimes mais graves do processo. Especificamente, os jurados absolveram o artista das acusações de tráfico sexual e conspiração.
Mesmo assim, o tribunal aplicou uma pena que, de acordo com a defesa, é cerca de quatro vezes maior do que a média em casos semelhantes relacionados.
Por causa disso, a equipe jurídica descreveu a sentença como uma “perversão da justiça”. Além disso, os advogados afirmam que o tribunal utilizou uma prática conhecida como “conduta absolvida”.
Nesse tipo de situação, o juiz aumenta a punição com base em acusações das quais o réu já foi absolvido.
Ao mesmo tempo, a defesa também criticou diretamente o juiz Arun Subramanian. No recurso, os advogados afirmam que o magistrado agiu como um “décimo terceiro jurado”.
Ou seja, segundo eles, o juiz interpretou as provas por conta própria e ignorou o veredito do júri ao definir a pena final.
Por isso, os representantes legais do rapper pedem que o tribunal determine sua libertação imediata. Como alternativa, a equipe solicita que os juízes anulem a sentença atual e enviem o caso de volta para uma nova audiência de definição de pena.
Além disso, o tribunal marcou as alegações orais para 9 de abril de 2026. Durante essa etapa, defesa e promotoria apresentarão seus argumentos diretamente aos juízes responsáveis pela análise da apelação.
O caso começou em 2024, quando autoridades federais prenderam Diddy após uma investigação que incluiu acusações de crime organizado, tráfico sexual e violações da lei Mann Act.
Em seguida, o julgamento começou em maio de 2025 e durou cerca de sete semanas.
Em julho de 2025, o júri absolveu o rapper das acusações de tráfico sexual e crime organizado. No entanto, os jurados o consideraram culpado por duas acusações de transporte com objetivo de prostituição. Meses depois, o juiz Arun Subramanian definiu a pena final de 50 meses de prisão.
