InícioNotíciasEx-segurança detalha suposto suborno de Diddy por vídeo que mostra agressão a Cassie

Ex-segurança detalha suposto suborno de Diddy por vídeo que mostra agressão a Cassie

No 15º dia do julgamento de Diddy em Nova York, o ex-supervisor de segurança do hotel InterContinental, de Los Angeles, Eddy Garcia contou detalhes do caso do vídeo que registrou Diddy agredindo a cantora Cassie Ventura, em março de 2016.

De acordo com o TMZ, Garcia explicou que, no dia da agressão, 5 de março de 2016, recebeu uma ligação de Kristina Khorram, assistente de Diddy na época, que perguntou se poderia ter acesso ao vídeo das câmeras de segurança.

Ele negou o pedido e avisou que só o hotel poderia liberar o material ou que seria necessário uma ordem judicial.

Mais tarde, naquele mesmo dia, Khorram apareceu pessoalmente no hotel para buscar o vídeo, mas Garcia manteve a mesma posição. À noite, ele recebeu outra ligação de Khorram, que o colocou em contato com Diddy.

O empresário parecia nervoso e disse que tinha bebido demais no dia da agressão e que, se o vídeo vazasse, poderia acabar com sua carreira.

Garcia disse a Diddy que não tinha acesso à sala onde ficava o servidor com o vídeo original. Mesmo assim, Diddy ligou para o celular pessoal de Garcia e ofereceu “dar uma moral” – expressão que Garcia entendeu como suborno.

Então, Garcia falou com seu chefe, Bill Medrano, que concordou em ajudar por 50 mil dólares. Medrano entregou a Garcia um pen drive com as imagens.

No dia seguinte, Garcia se encontrou com Diddy, Khorram e um segurança em um prédio de Los Angeles para entregar o material. Diddy quis saber se aquela era a única cópia do vídeo e se havia alguma versão armazenada na nuvem. Garcia confirmou que o vídeo já tinha sido removido do servidor.

Durante o encontro, Diddy fez uma chamada de vídeo para Cassie, que confirmou que não queria que o vídeo vazasse, porque tinha um filme para lançar.

Além disso, Garcia assinou um acordo de confidencialidade com multa de 1 milhão de dólares em caso de vazamento. Na época, ele ganhava 10,50 dólares por hora.

Em seguida, Diddy mostrou a Garcia uma sacola de papel cheia de notas de cem dólares, totalizando 100 mil dólares.

O valor era o dobro do combinado, e Garcia entendeu que 50 mil seriam para ele e o segurança Israel Florez, que também participou. Ele contou que usou parte da quantia para comprar um carro usado.

Garcia contou que, no começo, não falou tudo para a polícia quando foi procurado. Contudo, depois contratou um advogado e passou a colaborar com a investigação.

O vídeo tem papel fundamental no julgamento, pois está relacionado às investigações sobre a suposta organização criminosa liderada por Diddy. Além disso, ele responde por acusações como tráfico sexual e tentativa de suborno, entre outros crimes.

Por fim, o julgamento segue em Nova York, com novos depoimentos previstos para os próximos dias.

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