O músico e empresário Sean “Diddy” Combs voltará ao tribunal neste mês em busca de reverter suas condenações, de acordo com informações da ABC News.
O juiz Arun Subramanian marcou para 25 de setembro, em Nova York, a audiência em que os advogados do artista vão pedir a anulação das sentenças ou um novo julgamento. Em julho, um júri condenou Diddy por duas acusações ligadas à prostituição.
A defesa argumenta que a aplicação da Lei Mann foi ampla demais. Além disso, os advogados alegam falta de provas e afirmam que houve “prejuízo colateral” com a apresentação de evidências ligadas a acusações das quais o rapper saiu absolvido.
A Lei Mann proíbe transportar alguém entre estados para fins de prostituição ou atividade sexual considerada crime.
Diddy não nega contratar acompanhantes. No entanto, os advogados dizem que sua conduta não se enquadra na lei. Eles reforçam que o artista não tinha motivação comercial e não pretendia que os acompanhantes mantivessem relações sexuais com ele.
Em vez disso, o objetivo seria que os profissionais participassem de encontros íntimos, gravados em vídeo, chamados de “freak-offs”. A defesa também classificou essas situações como “atividade protegida pela Primeira Emenda”.
Os promotores, por outro lado, discordam dessa interpretação e afirmam que a lei não faz distinção entre voyeurismo e lucro.
“Ele transportou acompanhantes através de estados para participar de Freak Offs pagos. Ele direcionou a atividade sexual das acompanhantes e das vítimas durante os Freak Offs para sua própria satisfação sexual. E ele pessoalmente participou de atividade sexual durante os Freak Offs,” disseram em documento oficial.
Enquanto isso, Cassie Ventura declarou que as “freak-offs” aconteceram em hotéis e casas em cidades como Nova York, Miami, Los Angeles, Atlanta e Las Vegas, além de Ibiza e Turks and Caicos.
Outra ex-namorada, identificada apenas como “Jane”, confirmou episódios semelhantes, que chamou de “hotel nights”.
Por fim, a sentença de Diddy atualmente está marcada para o dia 3 de outubro.
