InícioNotíciasDiddy é condenado por transporte para prostituição e absolvido de crimes mais graves

Diddy é condenado por transporte para prostituição e absolvido de crimes mais graves

Sean “Diddy” Combs foi condenado em duas acusações relacionadas ao transporte de mulheres para fins de prostituição.

Apesar disso, o júri decidiu absolvê-lo das acusações mais graves, como tráfico sexual, conspiração e envolvimento com organização criminosa.

O julgamento ocorreu em Nova York e teve duração de seis semanas. O veredito saiu na manhã desta quarta-feira, 2 de julho.

Os jurados entenderam que Diddy violou a Lei Mann ao levar Casandra “Cassie” Ventura e outra mulher identificada como “Jane Doe” para outros estados com o objetivo de envolvê-las em prostituição.

Cada condenação pode acarretar uma pena de até 10 anos de prisão. Ainda assim, ele se livrou das acusações que poderiam ter elevado sua pena significativamente.

Ao longo do julgamento, a promotoria convocou 34 testemunhas para depor. Cassie, por exemplo, passou quatro dias no tribunal relatando agressões físicas e abusos sexuais.

Além disso, Jane Doe afirmou que Diddy organizava festas chamadas “freak-offs”, onde mulheres eram drogadas e forçadas a manter relações sexuais com desconhecidos. Segundo ela, os encontros eram filmados com o consentimento de Diddy.

Enquanto as testemunhas detalhavam os abusos, o rapper Kid Cudi revelou que alguém explodiu seu carro após ele começar a sair com Cassie. A promotoria associou esse ataque à suposta raiva de Diddy.

Já Dawn Richard, ex-integrante do grupo Danity Kane, contou que viu o artista agredir Cassie em diferentes ocasiões. Além disso, ela afirmou que o clima era de medo constante entre os funcionários.

Os promotores também acusaram Diddy de tentar esconder provas. Segundo eles, o rapper pagou 100 mil dólares a funcionários de um hotel em Los Angeles para obter imagens de segurança que mostravam uma agressão.

Depois disso, ele teria tentado impedir que testemunhas falassem com a Justiça.

Por outro lado, a defesa decidiu não apresentar nenhuma testemunha. O advogado Marc Agnifilo argumentou que os promotores distorceram os fatos. “Há dois julgamentos aqui”, disse ele.

“Um, criado pelos promotores. Outro, com base nas evidências.” Segundo ele, as relações relatadas eram consensuais e não configuravam crime.

Pouco antes da leitura da decisão, Diddy pediu orações por sua família. Logo após o anúncio, apoiadores do rapper comemoraram do lado de fora do tribunal. Muitos deles afirmaram que continuarão defendendo o artista.

Por fim, o juiz ainda vai determinar a sentença nas próximas semanas. Enquanto isso, Diddy responde a vários processos civis por acusações de abuso sexual.

As condenações por incentivar a prostituição marcam um momento negativo na carreira do ex-chefe da Bad Boy Records. No entanto, a absolvição nas acusações mais graves impediu uma pena ainda mais dura.

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