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Promotores pedem mais de 11 anos de prisão para Diddy

Promotores pediram que Sean “Diddy” Combs cumpra mais de 11 anos de prisão. Eles apresentaram o pedido nesta terça-feira (30) em um documento enviado ao tribunal, após a condenação do artista por acusações ligadas à prostituição, segundo a Reuters.

Além disso, eles querem que o músico pague uma multa de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões). O juiz Arun Subramanian vai definir a sentença na sexta-feira, em Nova York.

Combs, de 55 anos, foi condenado no dia 2 de julho por dois crimes de transporte de pessoas para fins de prostituição.

Cada acusação pode resultar em até dez anos de prisão. No entanto, o júri absolveu o artista das acusações mais graves, de tráfico sexual e crime organizado. Portanto, ele declarou inocência em todas as acusações e prometeu recorrer.

Durante o julgamento, os promotores afirmaram que Combs foi abusivo e violento com ex-namoradas. Além disso, segundo eles, o artista as obrigava a participar de encontros chamados de “Freak Offs”, que envolviam drogas e prostituição.

Uma das vítimas, Cassie Ventura, declarou: “Espero que a sua decisão sobre a sentença reflita a força que foi necessária para que as vítimas de Sean Combs se pronunciassem. Espero que a sua decisão leve em consideração as muitas vidas que Sean Combs desestabilizou com seu abuso e controle.”

Outra testemunha, Mia, escreveu: “Uma sentença que honre a verdade, a dor e as vidas que foram destruídas. Uma sentença que nos dê esperança, proteção e justiça. Por favor, Meritíssimo. O senhor tem o poder de mostrar a nós, ao mundo e ao futuro que nossas vidas, nossas vozes, nossa verdade e nossa humanidade importam. Por favor, nos ajude.”

Além disso, os promotores destacaram que Combs continua “sem arrependimento” e que suas ações causaram “décadas de danos psicológicos, emocionais e físicos.”

Por outro lado, a defesa pediu apenas 14 meses, o que poderia liberar o rapper imediatamente, já que está preso desde setembro de 2024 no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn.

Os advogados também relataram condições “desumanas”, com comida com larvas e falta de acesso ao ar fresco. Em seguida, em carta, afirmaram que Combs está sóbrio “pela primeira vez em 25 anos” e criou um programa de educação em negócios para outros detentos.

Enquanto isso, a defesa chamou a recomendação dos promotores de “draconiana” e afirmou que eles querem “ignorar o veredito e prender Combs sem piedade”.

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