Sean “Diddy” Combs enfrenta um julgamento relacionado a acusações de tráfico sexual, conspiração e agressão.
Nesta quinta-feira (29), sua ex-assistente pessoal, chamada de “Mia” para preservar sua privacidade, prestou depoimento sobre os anos em que trabalhou para ele, entre 2009 e 2017.
Segundo informações de sites como People e Courthouse News, Mia afirmou que Diddy a abusou sexualmente “em mais de uma ocasião”. Além disso, ela descreveu o ambiente de trabalho como “tóxico” e “caótico”.
Também comentou que os momentos de trabalho variavam bastante. Ela disse: “Os altos eram muito altos e os baixos eram muito, muito baixos.”
Durante o depoimento, Mia relatou que chegou a trabalhar cinco dias seguidos sem dormir, fazendo uso de Adderall, um medicamento estimulante usado no tratamento de TDAH e narcolepsia, que também pode aumentar a concentração e a energia.
Mesmo possuindo um apartamento próprio, ela passava a maior parte do tempo na casa de Diddy, onde, segundo ela, não podia trancar a porta do quarto nem sair sem permissão.
Além disso, Mia afirmou que recebeu um salário menor do que o prometido: US$ 50 mil ao ano, embora esperasse US$ 65 mil. Suas funções incluíam cuidar dos impostos do rapper e realizar tarefas diversas, como “estalar os dedos dele”.
Ela precisava estar constantemente disponível, acompanhando Diddy em suas atividades.
Mia também testemunhou sobre episódios de violência. Por exemplo, em uma ocasião, ela e o stylist Deonte Nash tentaram impedir que Diddy agredisse a cantora Cassie, sua ex-namorada.
Ela disse: “Eu já vi ele atacar ela, jogar ela no chão.”
Em outra situação, durante uma festa na casa do cantor Prince, Mia e Cassie tentaram fugir de Diddy. No entanto, ele alcançou Cassie e iniciou agressões, mas os seguranças de Prince intervieram rapidamente.
Antes de trabalhar com Diddy, Mia trabalhou para a estilista Georgina Chapman, ex-esposa do produtor Harvey Weinstein, e para o comediante Mike Myers.
Ela relatou que, durante a entrevista para o emprego com Diddy, ele atendeu a porta vestindo apenas roupa íntima, antes de se vestir para a reunião.
O julgamento está na terceira semana e, embora a previsão inicial fosse de oito semanas, os promotores informaram que estão adiantados no cronograma. Por isso, o encerramento pode acontecer antes do previsto.
Por fim, Diddy, de 55 anos, enfrenta pena que varia de 15 anos até prisão perpétua caso seja condenado. Ele nega todas as acusações.
