InícioNotíciasJuíza anula condenação de um dos acusados pelo assassinato de Jam Master Jay

Juíza anula condenação de um dos acusados pelo assassinato de Jam Master Jay

Uma juíza dos Estados Unidos anulou nesta sexta-feira, 19 de dezembro, a condenação de Karl Jordan Jr. no caso do assassinato de Jason Mizell. O público conhece o artista como Jam Master Jay, DJ do Run-DMC.

Com isso, a decisão muda o rumo de um dos processos mais emblemáticos da história do rap.

Segundo a juíza LaShann DeArcy Hall, a promotoria não conseguiu provar a ligação entre o homicídio e uma conspiração de tráfico de drogas. Esse ponto sustentava a acusação apresentada no julgamento.

Por esse motivo, a magistrada concluiu que as provas não sustentaram o principal elemento do processo. Dessa forma, ela derrubou o veredito do júri contra Karl Jordan Jr., afilhado do artista.

“Após a análise do registro do julgamento, o tribunal conclui que as teorias do governo sobre um suposto motivo ligado a drogas para Jordan matar Mizell, ou sobre um motivo relacionado a crime de drogas para o uso de uma arma de fogo, são indevidamente especulativas e mera conjectura”, escreveu DeArcy Hall.

“Jordan cumpriu o alto ônus exigido [pelas regras federais] para que lhe seja concedido um julgamento de absolvição.”

Além disso, a juíza destacou a falta de provas que conectassem um suposto acordo de drogas em Baltimore ao assassinato. Segundo ela, os autos não mostram relação direta entre os fatos.

“O registro deste caso é desprovido de um ‘vínculo evidente’, ou de qualquer vínculo, entre o acordo fracassado em Baltimore e a decisão de Jordan de participar do assassinato de Mizell dois meses depois”, afirmou.

Por outro lado, a juíza manteve a condenação de Ronald Washington, outro réu no processo. De acordo com a decisão, as provas permitiram que o júri o responsabilizasse pelo crime.

“Um júri razoável poderia concluir que Washington buscou matar Mizell como represália pela falha de Mizell em garantir a participação prometida de Washington no acordo de Baltimore, além de enviar uma mensagem a outros co-conspiradores”, escreveu.

O caso envolve o assassinato de Jam Master Jay, ocorrido em 30 de outubro de 2002. O crime aconteceu dentro de um estúdio no Queens, em Nova York.

Na época, testemunhas presenciaram o crime. Mesmo assim, as autoridades não solucionaram o caso por quase duas décadas.

Somente em fevereiro de 2024, um júri condenou Karl Jordan Jr., de 42 anos, e Ronald Washington. Segundo a acusação, Jordan disparou o tiro fatal. Os promotores ligaram o crime a uma disputa envolvendo tráfico de drogas.

Ainda assim, a juíza concluiu que essa motivação não se comprovou no caso de Jordan.

Após a decisão, a defesa do réu se manifestou. O advogado Michael Hueston declarou: “Em nome do sr. Jordan e de sua família, a decisão de hoje traz uma medida de alívio neste período de fim de ano.”

Em seguida, o advogado John Diaz afirmou: “Estamos muito felizes por Jordan e sua família, pois a justiça foi feita.”

Mesmo assim, Karl Jordan Jr. segue preso. Ele ainda enfrentará um julgamento separado por acusações relacionadas a drogas. Enquanto isso, promotores federais não comentaram a decisão.

Por fim, Jam Master Jay integrou o Run-DMC como um de seus fundadores. O grupo ajudou a levar o hip-hop ao mainstream nos anos 80. Desde então, o assassinato do DJ se tornou um dos casos mais conhecidos da história do rap.

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