O juiz Arun Subramanian rejeitou nesta quinta-feira a solicitação da defesa para a liberação antecipada de Sean “Diddy” Combs durante o período que antecede sua sentença.
Ele continuará detido enquanto aguarda a sentença, após a condenação por duas acusações de transporte para fins de prostituição, conforme informado pela CNN.
Durante a audiência, o juiz ressaltou que a defesa admitiu que Combs agiu com violência contra as vítimas Cassie Ventura e “Jane”, confirmando que esses episódios realmente ocorreram.
Além disso, ele destacou que Combs seguiu cometendo atos ilegais mesmo depois que autoridades realizaram buscas em suas residências, demonstrando desrespeito à lei e comportamento violento.
A promotoria se posicionou contra a soltura, enviando cartas de apoio das vítimas e seus advogados. Essas cartas expressaram preocupação grave sobre os riscos que a liberdade de Combs traria para as vítimas e para a comunidade.
Entre os apoiadores, Deonte Nash, amigo de Cassie Ventura, relatou o histórico coercitivo e as ameaças feitas por Combs.
No julgamento, o júri condenou Combs por dois crimes de transporte para prostituição, cada um com pena máxima de até 10 anos. Por outro lado, o júri absolveu Combs das acusações mais graves de organização criminosa e tráfico sexual.
A equipe de defesa pediu a liberação de Combs, afirmando que ele seguiria todas as determinações judiciais, como permanecer em sua casa em Miami. Porém, o juiz decidiu manter a custódia do empresário.
Além disso, o magistrado marcou a sentença para o dia 3 de outubro, às 10h (horário de Brasília), mas pode antecipar a decisão caso a defesa faça o pedido.
Por fim, a audiência provocou grande movimentação fora do tribunal, com manifestações de apoio e protesto. A polícia reforçou a segurança para evitar conflitos.
