InícioNotíciasEx-funcionária de Diddy volta a depor e traz novas revelações

Ex-funcionária de Diddy volta a depor e traz novas revelações

Sean “Diddy” Combs está sendo julgado em Nova York por acusações de tráfico sexual, extorsão e transporte com objetivo de prostituição. Nesta sexta-feira (30), “Mia”, ex-assistente do magnata da música, voltou a depor. Ela usa o nome fictício para proteger sua identidade.

Mia contou que trabalhou para Diddy entre 2009 e 2017, começando aos 25 anos como assistente pessoal e depois como diretora de desenvolvimento e aquisições. Durante esse período, ela relatou que Diddy a agrediu fisicamente várias vezes.

De acordo com o TMZ, ela disse que ele a jogou contra paredes, empurrou-a em uma piscina, despejou um balde de gelo em sua cabeça e prendeu seu braço em uma porta.

Além disso, Mia descreveu abusos sexuais que teriam acontecido no mesmo período. Ela declarou que Diddy a estuprou em sua residência em Los Angeles, entre 2009 e 2010. Além disso, relatou que ele a obrigou a fazer sexo oral enquanto ela arrumava sua mala.

Segundo Mia, outro incidente aconteceu dentro de um avião particular. Ela explicou que esses abusos geralmente aconteciam quando as namoradas de Diddy não estavam por perto.

Durante o depoimento, Mia afirmou que não denunciou os abusos anteriormente por sentir medo. Ela disse: “Eu ia morrer com isso.”

Além disso, Mia afirmou que Diddy ameaçava destruir sua carreira, o que a fez acreditar que não poderia conseguir outro emprego, já que ele poderia colocá-la na lista negra da indústria.

Mia também relatou momentos de intimidação no trabalho. Por exemplo, durante uma viagem de Ano Novo para St. Bart’s, Diddy mandou que ela contasse dinheiro de um cofre e ficou irritado com a lentidão.

Em meio a um furacão, Mia pediu para a tripulação levá-la até a terra firme, mas ela precisou voltar para o iate porque Diddy estava com seu passaporte, o que a impedia de sair.

Em outro momento, Mia relatou que ouviu Diddy no carro dizendo a outro funcionário que ela precisava ser suspensa.

Quando voltou para Los Angeles, ela recebeu um aviso de suspensão sem pagamento por suposta insubordinação. Ainda assim, ela continuou trabalhando com medo das represálias.

Além de Mia, testemunhas como Cassie Ventura, o rapper Kid Cudi e a cantora Dawn Richard já deram seus depoimentos. O julgamento teve início em 12 de maio e deve se estender por várias semanas.

Se condenado, Diddy pode pegar prisão perpétua. Ele, no entanto, contesta todas as alegações apresentadas contra si. A defesa reconhece que o empresário tem histórico de violência doméstica, mas nega as acusações de tráfico e extorsão, afirmando que todas as relações foram consensuais.

Relacionadas

Veja também