Sean “Diddy” Combs viu seu pedido de liberdade negado por um juiz federal em Nova York na segunda-feira (4). Portanto, ele continuará preso até a sentença, marcada para 3 de outubro de 2025. O tribunal condenou Combs por dois casos de transporte para prostituição.
O juiz Arun Subramanian rejeitou o pedido porque não encontrou “razões excepcionais” para soltar Combs antes da sentença.
Além disso, ele afirmou que o músico representa risco de fuga e perigo para a comunidade. O juiz utilizou como base para sua decisão um vídeo datado de 2016, no qual aparece Combs agredindo Cassie Ventura.
Os advogados de Combs disseram que ele transportava acompanhantes masculinos para participar do seu “estilo de vida swingers”, sem visar lucro ou usar coerção. No entanto, o juiz afirmou que esse argumento “poderia valer em outro caso, mas não aqui”.
Ele destacou que o processo contém provas claras de violência, coerção e subjugação. “O registro contém evidências desses três elementos”, disse.
O governo acusa Combs de agredir, coagir, ameaçar e enganar Cassie Ventura e outra mulher chamada Jane.
A decisão afirma: “Combs pode dizer que tudo foi um caso de ‘swingers’ usando serviços de acompanhantes voluntariamente. Porém, o governo afirma que Cassie Ventura e Jane foram vítimas.”
Combs requisitou a libertação alegando as condições adversas e os riscos presentes no Metropolitan Detention Center (MDC), em Nova York.
Contudo, o juiz afirmou que o MDC mantém a segurança dele, mesmo diante de ameaças de outros detentos. Ele não detalhou as ameaças nem as medidas tomadas para controlar a situação.
O artista está preso no MDC há 11 meses, desde sua detenção em setembro de 2024. Após um julgamento que durou oito semanas, o tribunal condenou Combs por duas acusações relacionadas ao transporte para prostituição.
Por outro lado, a justiça o absolveu de acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão.
O juiz negou a Combs o pedido de liberdade pela quinta vez. Em julho, os advogados solicitaram uma fiança de 50 milhões de dólares, que também foi recusada.
Na mesma época, a ex-namorada Virginia “Gina” Huynh, chamada de “Vítima-3” no processo, enviou uma carta ao juiz pedindo que ele soltasse Combs para que ele pudesse cuidar da família. No entanto, o juiz também negou esse pedido.
O juiz Subramanian ressaltou que a lei exige provas claras de que o réu não oferece risco de fuga nem ameaça à sociedade para conceder a liberdade. O juiz concluiu que Combs não forneceu evidências suficientes para obter a liberdade.
Quando chegar o dia da sentença, Combs já terá cumprido mais de um ano de prisão. O tribunal levará esse tempo em conta na determinação da pena final. Dessa forma, ele pode receber uma pena de até 20 anos de prisão pelos crimes de transporte para prostituição.
