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Diddy recorre da condenação e pena de prisão de quatro anos

Sean “Diddy” Combs recorreu da condenação e da pena de mais de quatro anos de prisão. Na segunda-feira (20), os advogados de Combs enviaram a notificação de apelação ao Tribunal Federal de Nova York e começaram a preparar os argumentos do recurso.

A Corte de Apelações do Segundo Circuito analisará o caso nos próximos meses. Em julho, após oito semanas de julgamento, o júri declarou Combs culpado de duas acusações de transporte com fins de prostituição.

Ao mesmo tempo, os jurados absolveram Combs das acusações de tráfico sexual e associação criminosa.

No dia 3 de outubro, o juiz Arun Subramanian aplicou 50 meses de prisão, determinou que Combs pagasse multa de US$ 500 mil e cumprisse cinco anos de liberdade supervisionada.

O juiz explicou que a sentença envia a mensagem de que o abuso de mulheres “é enfrentado com real responsabilidade”.

Durante a audiência, Combs chorou e pediu perdão. “Tenho sido humilhado e quebrado até o meu núcleo”, disse ele. Depois, disse: “Minhas atitudes foram erradas, vergonhosas e prejudiciais. Eu me deixei levar pelo excesso e pelo meu próprio ego.”

Antes da sentença, Diddy escreveu ao juiz: “Ao longo da minha vida, cometi vários erros, mas agora enfrento todos eles. Sinto muito pela dor que causei, mas entendo que as palavras ‘me desculpe’ nunca serão suficientes, pois sozinhas não podem apagar a dor do passado.”

Os advogados de Combs afirmam que a lei Mann Act se aplicou de forma incorreta e nasceu com viés racial.

Eles planejam argumentar que as gravações dos chamados “freak-offs” permanecem protegidas pela Primeira Emenda, mesmo que o juiz tenha rejeitado essa tese anteriormente.

Combs cumpre sua pena no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, Nova York. Ele já registrou cerca de um ano de prisão preventiva.

Além disso, quando o júri absolveu Combs das acusações mais graves, ele agradeceu e disse: “Estou voltando pra casa, amor! Estou voltando pra casa!”

Enquanto isso, os advogados preparam o recurso e planejam apresentar novos argumentos à Corte para tentar reverter a condenação.

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