Duane “Keefe D” Davis, acusado de envolvimento no assassinato de Tupac em 1996, afirmou em registros judiciais que Diddy ofereceu US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões na cotação atual) para matar o rapper e o então CEO da Death Row Records, Suge Knight.
O USA TODAY publicou recentemente trechos de entrevistas de Davis feitas em 2008, junto com informações do seu livro “Compton Street Legend”.
Segundo ele, o conflito começou após uma briga entre membros das gangues Bloods e Crips em Las Vegas, durante uma luta de boxe em setembro de 1996.
Durante o incidente, Tupac agrediu um rival, e integrantes dos Bloods, incluindo Knight, atacaram o homem. Em seguida, ele contou o ocorrido ao tio, Keefe D, que planejava ajudar o sobrinho a se vingar.
Davis afirmou ainda que havia outra motivação. Segundo ele, Diddy teria declarado que “daria qualquer coisa pelas cabeças desses caras”.
Durante um encontro, Diddy teria afirmado a respeito de Tupac e Suge Knight: “Tenho alguns problemas pra resolver: O grande CEO e o Pac”. Assim, Davis relatou que a recompensa seria de 1 milhão de dólares.
Depois do tiroteio, Diddy teria ligado para um de seus associados e questionado: “Isso foi a gente?” Ao receber a confirmação, ele teria demonstrado satisfação.

Mesmo assim, Diddy, de 55 anos, nega qualquer ligação com o caso e não enfrentou acusações formais pelo assassinato. A polícia de Las Vegas confirma que ele nunca foi suspeito.
A promotoria indiciou Davis pelo assassinato em 2023, e ele aguarda julgamento marcado para fevereiro de 2026. Ele é o único sobrevivente dos quatro homens que estavam no carro usado no ataque.
O assassinato de Tupac e de seu rival Biggie Smalls, em março de 1997, permanece entre os casos mais estudados da história do hip hop.
Ambos os crimes geraram teorias de conspiração envolvendo gangues e policiais corruptos, mas oficialmente continuam sem solução.
