Daz Dillinger entrou com um processo contra a Amaru Entertainment, empresa fundada por Afeni Shakur e responsável por administrar parte do catálogo de Tupac Shakur.
Segundo informações publicadas pelo TMZ, o produtor e rapper afirma que não recebeu todos os royalties ligados a músicas clássicas do rapper.
Daz, cujo nome verdadeiro é Delmar Arnaud, trabalhou diretamente em várias faixas do álbum “All Eyez On Me”, lançado em 1996. O disco marcou o último projeto lançado por Tupac antes de sua morte e chegou ao topo da Billboard 200, além de acumular 122 semanas na parada.
Entre as músicas citadas no processo estão “Ambitionz Az a Ridah”, “Skandalouz”, “Got My Mind Made Up”, “2 of Amerikaz Most Wanted” e “I Ain’t Mad at Cha”.
Além disso, o processo afirma que Daz participou das músicas como compositor, produtor, performer vocal e colaborador criativo.
De acordo com os documentos, a Amaru Entertainment continuou explorando comercialmente as faixas, licenciando e arrecadando receitas relacionadas às obras, mas sem fornecer relatórios completos sobre os valores pagos ao artista.
Segundo a ação, Daz exigiu documentos e pagamentos em outubro de 2024. Depois disso, a empresa enviou um pagamento de US$ 91.445,27. No entanto, o produtor afirma que a quantia chegou sem qualquer detalhamento sobre quais músicas, períodos ou descontos estavam envolvidos no cálculo.
“A Amaru confirmou com o pagamento que existiam valores pendentes”, afirma o processo. O documento ainda diz que a falta de transparência impediu Daz de verificar se o valor era “completo, preciso, feito no prazo e incluindo todas as formas de exploração das obras.”
Por isso, o rapper quer que a Justiça obrigue a empresa a apresentar uma auditoria completa envolvendo receitas, lucros, royalties, contratos, licenças e todos os registros relacionados às músicas.
Além dos royalties que considera pendentes, Daz também pede indenização por quebra de contrato, restituição de valores, juros, custos judiciais e honorários advocatícios.
O advogado de Daz Dillinger, Bret Lewis, comentou o caso nesta segunda-feira, 11 de maio. “Minha expectativa é que essa questão seja resolvida de forma amigável.”
Enquanto isso, representantes do espólio de Tupac Shakur preferiram não comentar o processo.
Essa não é a primeira disputa judicial envolvendo Daz Dillinger e o legado da Death Row Records. Ao longo dos anos, o produtor já moveu ações contra a própria gravadora, contra Suge Knight e também contra empresas como Sony/ATV Music Publishing e BMG Rights Management.
Além disso, em 2001, Afeni Shakur processou Daz por supostamente manter músicas inéditas de Tupac e ameaçar divulgar o material sem autorização do espólio. As partes resolveram o caso fora dos tribunais em 2002.
Mais recentemente, Daz também trocou ameaças públicas de processo com Snoop Dogg, seu primo e parceiro de longa data.
Por fim, em uma postagem nas redes sociais no ano passado, o rapper escreveu: “Eu processei Suge antigamente. Será que devo fazer o mesmo com meu primo?” Logo depois, Snoop respondeu: “Eu te quebro rapidinho, primo, não fisicamente, mas nos negócios.”
