A disputa judicial entre Drake e a Universal Music Group entrou em uma nova fase após a empresa responder ao recurso do rapper.
A gravadora apresentou o documento na sexta-feira. Além disso, ela contestou a tentativa do artista de reverter o arquivamento do processo envolvendo a diss “Not Like Us“, de Kendrick Lamar.
Drake iniciou o processo e acusou a gravadora de promover a faixa mesmo sabendo que as alegações na letra seriam falsas. Além disso, o rapper afirmou que a empresa explorou a música como uma “mina de ouro” e ignorou possíveis danos à sua reputação.
Agora, a UMG rebate os argumentos e afirma que o recurso tenta “tirar as palavras de contexto”. Segundo a empresa, essa leitura ignora o funcionamento do rap. Além disso, ela abre espaço para que qualquer verso seja tratado como fato.
Por isso, os advogados declararam: “Isso não é a lei, e a visão do Drake prejudicaria seriamente uma forma de arte altamente criativa construída sobre exagero, insulto e jogos de palavras”.
Enquanto isso, a defesa de Drake sustenta que a interpretação do público precisa entrar na análise. Os advogados afirmam que muitas pessoas entenderam a música como factual.
“Milhões de pessoas entenderam [‘Not Like Us’] como transmitindo informações factuais, levando inúmeras pessoas ao redor do mundo a acreditar que o Drake é pedófilo”, afirma o recurso.
Além disso, a equipe jurídica reforça o impacto da acusação e destaca seus efeitos.
“É difícil imaginar uma afirmação mais prejudicial à reputação e à segurança de alguém do que ser rotulado como um ‘pedófilo comprovado’, o que provoca intensa hostilidade e pode desencadear retaliação violenta”, escreveram.
Em seguida, acrescentaram: “A decisão do tribunal ignora o risco de danos concretos à reputação que podem – e neste caso de fato – transbordar para a violência”.
A juíza Jeannette Vargas analisou o caso e arquivou o processo. Ela considerou o contexto completo da disputa entre os rappers e avaliou o cenário geral.
Segundo a decisão, o confronto funcionou como uma “guerra de palavras” e gerou forte repercussão pública. Além disso, a juíza destacou que ambos participaram da troca de ataques ao longo de sete faixas.
Por isso, ela concluiu que ouvintes razoáveis não interpretariam a música como uma afirmação factual verificável.
