O rapper Pooh Shiesty vai continuar preso após decisão da Justiça nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (08), um juiz de Dallas negou o pedido de fiança e determinou que o artista permaneça sob custódia até o julgamento.
Segundo o magistrado, nenhuma condição de soltura garante a segurança pública nem assegura o comparecimento do rapper ao tribunal.
Pooh Shiesty, cujo nome real é Lontrell Williams Jr., compareceu à audiência e ouviu da juíza que as provas contra ele são consistentes. “Eu considero que o peso das provas contra você é forte,” afirmou durante a sessão.
Além disso, a juíza considerou o histórico criminal do rapper, incluindo violações anteriores de medidas judiciais.
O caso envolve uma investigação que aponta o rapper como um dos nove acusados em um suposto sequestro e roubo ligado ao também rapper Gucci Mane e membros de sua equipe. O incidente ocorreu em janeiro, dentro de um estúdio de gravação em Dallas.
De acordo com os promotores, Pooh Shiesty organizou o encontro sob o pretexto de discutir questões contratuais com a gravadora 1017 Records.
Durante a reunião, o rapper solicitou uma conversa privada com o dono da gravadora. Em seguida, apresentou documentos de rescisão contratual e sacou uma arma semelhante a um rifle AK para forçar a assinatura.
Ainda conforme a acusação, ele levou itens como anel de casamento, relógio, brincos e dinheiro da vítima.
Enquanto isso, investigadores afirmam que conseguiram rastrear os movimentos de Pooh Shiesty por meio de uma tornozeleira eletrônica. Na época, ele deveria estar em uma casa de transição enquanto cumpria pena por uma condenação anterior envolvendo armas.
No entanto, os registros indicam que ele não estava no local na noite do suposto crime.
Por outro lado, a audiência também levantou questionamentos sobre a condução da investigação. O FBI admitiu que não entrevistou diretamente Gucci Mane nem outras supostas vítimas. Em vez disso, os agentes basearam o caso em depoimentos dados à polícia de Dallas no dia do ocorrido.
A defesa do rapper, liderada pelo advogado Bradford Cohen, criticou essa abordagem e destacou o intervalo de três meses entre o incidente e as prisões.
“O FBI não leva três meses para prender alguém se acredita em tudo o que foi dito na noite em que aconteceu,” afirmou Cohen. Em outro momento, ele também declarou: “Eu acho que o depoimento está totalmente inconsistente,” ao questionar a consistência dos relatos.
Além disso, Cohen reforçou que pretende contestar as declarações presentes na acusação. “Vamos analisar a precisão das declarações das supostas vítimas na denúncia e o que esses indivíduos supostamente disseram às autoridades.” Ele completou: “Não tenho certeza de que essas pessoas disseram o que está descrito na acusação.”
Enquanto o processo avança, Pooh Shiesty segue detido sob custódia. Paralelamente, outros envolvidos no caso, incluindo seu pai e o rapper Big30, também enfrentam desdobramentos judiciais. Apesar disso, até o momento, nenhuma data oficial para o julgamento foi divulgada.
