Kid Cudi revelou detalhes íntimos da sua vida em seu próximo livro, “Cudi the Memoir”, que será lançado no dia 12 de agosto.
A revista GQ divulgou um trecho marcante do livro em que Cudi relembra seus períodos mais difíceis e uma overdose quase fatal enquanto produzia o álbum “Man on the Moon II”, por volta de 2010. “Eu tava em paz com a ideia de morrer,” escreveu Cudi.
Ele contou que, após usar mais cocaína do que nunca, começou a perder o senso do que era real.
Cudi disse: “Eu tava sozinho no meu apartamento em Nova York, chorando por horas, ouvindo a música ‘Time Flies’, da Lykke Li, no repeat. Era uma música de amor, mas as melodias e a voz dela me enchiam de desespero.”
O rapper descreveu sua luta física naquele momento: “Tentei levantar da cama, mas minhas pernas não funcionavam, então desabei no chão e comecei a rastejar. Eventualmente, desisti e só fiquei deitado no chão. Meu coração tava acelerado. Parecia que ia explodir a qualquer minuto.”
Kid Cudi também revelou o conflito emocional de ser um exemplo para os outros, sem se sentir assim.
Ele acrescentou: “Eu era um exemplo pras pessoas, mas não me sentia assim. As pessoas me chamavam de salvador. Mas quem ia me salvar? Eu era um farol pros outros, mas não conseguia encontrar meu próprio caminho.”
“Era a paz que eu buscava. Ali, caído no chão, a minutos de uma overdose, foi o momento mais próximo que já tive de encontrá-la. ‘Você fez músicas incríveis que as pessoas amaram,’ pensei, ‘mas esse é o fim.'”
No relato, Cudi revelou que, depois das sessões de gravação, ele pesquisava sozinho na internet métodos para tirar a própria vida.
“Depois que terminávamos uma sessão, eu ficava sozinho pesquisando sobre sacos no Google. Eu tava pensando em uma forma de realmente fazer isso. Eu tava planejando,” disse ele.
“Tem uma música no final do álbum ‘Speedin’ Bullet’ onde eu me despeço, e aquele era para ser meu álbum final. Eu ia me matar no final daquele álbum, ou antes de ele sair, ou durante aquele período. Eu não planejava viver aquele ano. Poucas pessoas ao meu redor esperavam que eu vivesse também.”
