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Homem acusado de orquestrar o assassinato de Young Dolph é absolvido

Os jurados em Memphis decidiram que Hernandez Govan, 45, não é culpado das acusações de assassinato em primeiro grau e conspiração relacionadas ao caso.

Após cerca de três horas de deliberação, o julgamento chegou ao fim. O caso, aliás, foi um dos mais acompanhados pela cena do rap nos últimos anos.

De acordo com a promotoria, Govan teria organizado a emboscada que tirou a vida do rapper Young Dolph em novembro de 2021. No entanto, os jurados concluíram que não havia provas suficientes para condená-lo.

Assim que ouviu o veredito, Govan se emocionou. Ele agradeceu à juíza Jennifer Mitchell e, logo em seguida, abraçou seu advogado, Manny Arora, ainda na sala do tribunal.

A morte de Young Dolph abalou profundamente a cidade de Memphis. O rapper, cujo nome verdadeiro era Adolph Thornton Jr., tinha 36 anos.

Ele levou mais de 20 tiros dentro de uma loja de biscoitos artesanais. Além disso, ele estava na cidade para distribuir perus durante o feriado de Ação de Graças.

Mesmo sem puxar o gatilho, Govan foi acusado de planejar o crime. Durante o julgamento, Cornelius Smith – apontado como um dos atiradores – declarou que Govan foi quem colocou os executores em contato com Anthony “Big Jook” Mims, irmão do rapper Yo Gotti.

Segundo Smith, Anthony “Big Jook” Mims teria prometido uma recompensa de US$ 100 mil pela execução de Young Dolph. Além disso, ele também prometeu valores menores para outros artistas ligados à Paper Route Empire, gravadora do rapper.

Smith declarou: “Eu não sabia nada sobre a Paper Route ter alvos” até que Govan teria contado a ele. Em seguida, afirmou: “Govan me contratou pra realizar os assassinatos” e disse que receberia US$ 10 mil pelo serviço.

Smith declarou que Govan avisou quando Young Dolph estaria em Memphis, dizendo que era o momento perfeito para agir.

Hernandez Govan
Hernandez Govan – Foto: Reprodução

Por outro lado, a defesa contestou todas as acusações apresentadas. O advogado Manny Arora chamou Smith de “mentiroso patológico” e, além disso, criticou a investigação da polícia.

De acordo com ele, a acusação apoiou-se apenas em mensagens de celular, sem fornecer evidências concretas. “Graças a Deus os jurados perceberam as falhas no caso”, disse Arora.

Depois do julgamento, Govan afirmou que o apoio de seu filho com deficiência o manteve firme durante todo o processo. “Sempre soube que tinha uma chance, sempre acreditei na minha inocência”, declarou.

Logo após, ele disse que vai deixar Memphis. Quando perguntado sobre o que diria a outros moradores negros e pobres da cidade, respondeu: “Saia de Memphis”.

Além disso, Arora revelou que defendeu Govan gratuitamente e criticou duramente a cobertura da mídia. “Metade das informações foi inventada em poucos dias. Portanto, os jurados não acreditaram nisso nem por um segundo”, afirmou.

Enquanto isso, o promotor Steve Mulroy demonstrou frustração com o resultado. “Respeitamos o veredito do júri, mas estamos decepcionados. Acreditamos que Hernandez Govan ajudou a facilitar o assassinato contratado de Young Dolph.”

Young Dolph iniciou a carreira lançando mixtapes. Posteriormente, conquistou o topo das paradas com o álbum “Rich Slave”, que chegou à quarta posição na Billboard 200. Além da música, ele também atuava como empresário e participava de ações sociais na comunidade.

Justin Johnson recebeu a sentença de prisão perpétua em 2024 e já cumpre a pena. Por sua vez, Cornelius Smith, também acusado, aguarda julgamento e mantém sua declaração de inocência.

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