O lendário rapper do Wu-Tang Clan, Ghostface Killah, que lançou recentemente o álbum “Supreme Clientele 2”, falou à XXL sobre o processo envolvendo Drake e a Universal Music Group (UMG).
“Eu nunca faria isso,” disse Ghostface.
“As pessoas esquecem, às vezes o rap é um jogo de rua. Cara, a gente veio da rua. Batalha faz parte do rap, e tipo, você tem que conseguir aceitar, mano, se você for derrotado, pô, perdeu, mano. Você não pode simplesmente processar a gravadora.”
Ele acrescentou: “Porque mesmo que não tenha nada por trás, e ele tenha te vencido apenas com as rimas, é tipo: ‘Perdeu, mano.'”
Além disso, Ghostface comentou sobre se envolver em polêmicas: “Eu não gosto de enfiar o nariz onde não fui chamado. Isso é besteira pra mim.”
Quando perguntado se processos como o de Drake poderiam afetar o lado competitivo do rap, ele explicou: “O Drake é grande. Ele é um artista de peso, isso atrai mais atenção. Mas se os moleques do bairro fizerem isso, nem chamaria tanta atenção.”
Ele também falou sobre a influência de Drake na gravadora: “Eles deram uns milhões loucos pra que ele se destacasse e continuasse na Universal… a voz dele deve ter um peso lá dentro.”
Drake afirma que a UMG promoveu “Not Like Us” para prejudicar sua imagem e, por isso, abriu o processo.
Segundo ele, a música lançada em maio de 2024 contém letras que sugerem que ele é pedófilo. O rapper alega que isso colocou em risco sua segurança e a de sua família.
A UMG negou as acusações. A gravadora disse que considera as letras “hipérbole retórica” e opinião. Ela também explicou que a Primeira Emenda dos EUA protege essas expressões.
Além disso, a gravadora criticou Drake por apoiar anteriormente o uso de obras artísticas em processos criminais e agora tratar as letras de Lamar como fatos literais.
