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Festival é cancelado após Kanye West ser barrado no Reino Unido

O Wireless Festival foi cancelado depois que Kanye West foi impedido de entrar no Reino Unido. O evento aconteceria em Londres, em julho. No entanto, a organização encerrou a edição após Kanye West, agora conhecido como Ye, ter a entrada barrada no país.

O governo britânico bloqueou a autorização de viagem do artista. Ye solicitou a entrada por meio de uma Autorização Eletrônica de Viagem na segunda-feira. Inicialmente, o sistema aprovou o pedido online.

Porém, ministros revisaram o caso e cancelaram a autorização. As autoridades afirmaram que a presença do rapper não atendia ao interesse público.

Logo depois da decisão, a organização confirmou o cancelamento do festival. Além disso, informou que todos os fãs vão receber reembolso.

Em comunicado oficial, o evento declarou: “O Ministério do Interior retirou a Autorização Eletrônica de Viagem de Ye, negando sua entrada no Reino Unido. Como resultado, o Wireless Festival está cancelado e todos que compraram ingressos serão reembolsados.”

Na sequência, a nota explicou o processo de contratação do artista. Também destacou o posicionamento sobre o caso.

“Como em todas as edições do Wireless Festival, diversas partes envolvidas foram consultadas antes da contratação de Ye e, naquele momento, nenhuma preocupação foi levantada. O antissemitismo em todas as suas formas é abominável, e reconhecemos o impacto real e pessoal que essas questões têm causado.”

Além disso, o comunicado trouxe uma fala do próprio Ye. “Como Ye disse hoje, ele reconhece que palavras por si só não são suficientes e, apesar disso, ainda espera ter a oportunidade de iniciar um diálogo com a comunidade judaica no Reino Unido.”

Antes mesmo do anúncio oficial, o nome de Kanye West já gerava forte repercussão. Nos últimos anos, o rapper acumulou críticas por declarações antissemitas. Ele também elogiou Adolf Hitler em entrevistas.

Além disso, lançou a música “Heil Hitler” e vendeu produtos com simbologia nazista em seu site.

Enquanto isso, o debate chegou ao cenário político. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a contratação como “profundamente preocupante”.

Ao mesmo tempo, a decisão impactou diretamente a organização. O evento contava com Ye como atração principal por três dias seguidos. No entanto, o bloqueio aconteceu no início das vendas. Por isso, a equipe teve pouco tempo para reorganizar a programação.

Além disso, o festival enfrentou dificuldades para encontrar substitutos. Muitos artistas já tinham agendas definidas para o verão europeu. Consequentemente, a produção optou pelo cancelamento total da edição.

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