Drake não quer encerrar a disputa com a Universal Music Group. O rapper entrou com um recurso contra a decisão que arquivou seu processo de difamação. A briga começou por causa da música “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, que o chamou de “pedófilo”.
A apelação foi registrada nesta quarta-feira (29). Esse é o primeiro passo de Drake para tentar reverter o veredito. No início do mês, a juíza Jeannette Vargas rejeitou o processo. Ela afirmou que as letras de Kendrick eram opinião, não fatos.
Além disso, a juíza destacou que uma batalha de rap costuma usar linguagem figurada e exagerada. Segundo ela, esse tipo de contexto faz com que o público não interprete as provocações de forma literal.
Nos novos documentos, Drake apenas confirmou que vai recorrer. No entanto, ele ainda não apresentou seus argumentos formais.
Um representante do artista disse à Billboard: “Isso confirma nossa intenção de recorrer, e esperamos que o Tribunal de Apelações analise essa petição nas próximas semanas.” Por outro lado, a UMG não respondeu aos pedidos de comentário.
Se o tribunal aceitar o recurso, o caso pode voltar à primeira instância. Assim, a disputa pode se prolongar por anos. A defesa de Drake pretende mostrar que milhões de ouvintes entenderam as acusações como reais.
Além disso, os advogados afirmam que a juíza decidiu cedo demais, sem permitir a coleta de provas.
O processo começou em janeiro. Na época, Drake acusou a UMG de promover a faixa mesmo sabendo que ela trazia “insinuações falsas e difamatórias” sobre ele ter relações com menores de idade. Kendrick Lamar, entretanto, não foi incluído como réu.
Na decisão, a juíza escreveu que “‘Not Like Us’ está repleta de palavrões, provocações, ameaças de violência e linguagem figurada e hiperbólica, todas indicativas de opinião.”
Em outras palavras, ela entendeu que a música é uma provocação artística, não uma acusação real.
