
Sean “Diddy” Combs enfrenta mais um processo judicial, desta vez com acusações graves de tráfico humano e agressão sexual.
De acordo com o TMZ, a ação, movida por Joseph Manzaro na Flórida, alega que o rapper e empresário foi o responsável por drogar, humilhar e violentar o autor durante uma festa em abril de 2015.
O evento teria ocorrido na mansão de Emilio e Gloria Estefan, em Miami, como parte da comemoração do aniversário de 17 anos do filho de Diddy, Christian Combs.
Manzaro afirma que foi levado ao local contra sua vontade e submetido a uma série de abusos, incluindo ser forçado a usar uma máscara com um acessório sexual e ser desfilado pela festa.
O documento também menciona que celebridades como Beyoncé, Jay-Z e LeBron James estavam presentes e testemunharam sua humilhação.
Segundo alegação do processo, Beyoncé teria perguntado: “O que é isso? Do que se trata? Por que esse homem branco meio nu está aqui na minha frente com uma máscara de pênis?”
Em resposta, alguém da equipe de Diddy teria dito: “Diddy quer que ele veja o que fazemos com X-9. Isso faz parte da punição dele”.
Outras figuras citadas no processo incluem o joalheiro Jacob Arabo e os anfitriões da festa, Emilio e Gloria Estefan.
No entanto, Manzaro não está processando as celebridades que supostamente testemunharam os eventos, apenas Diddy, Emilio Estefan, Adria English e Brendan Paul, este último acusado de ajudar Diddy a drogá-lo.
A equipe jurídica de Diddy respondeu negando todas as alegações e chamando a ação de uma tentativa desesperada de atrair atenção e dinheiro.
“Nenhuma pessoa sensata poderia acreditar nessa história. O Sr. Combs aguarda ansiosamente seu dia no tribunal, onde essas mentiras e os motivos perversos de quem as contou serão expostos”, afirmou um porta-voz.
Representantes de Jay-Z e LeBron James também rebateram as alegações, destacando que ambos estavam em outros lugares no momento do suposto evento.
“Isso é manifestamente falso e nem sequer merece um relatório ou resposta. Uma pesquisa rápida na internet mostra o que LeBron estava fazendo em abril de 2015. Ele estava jogando pelo Cleveland Cavaliers e nunca esteve em Miami”, afirmou um porta-voz de James.
Já o advogado de Jay-Z, Alex Spiro, garantiu que o rapper estava em Nova York para um evento da Tidal e que havia registros fotográficos para provar isso.
Os Estefan também se manifestaram por meio de seus representantes, negando qualquer ligação com os acontecimentos descritos no processo.
Segundo a defesa, a propriedade mencionada nem sequer era a residência oficial do casal e não recebeu festas entre 2012 e 2019. Eles garantiram que fornecerão toda documentação necessária para contestar as alegações.
Brendan Paul, apontado no processo como suposto comparsa de Diddy, também teve sua defesa reforçada por seu advogado, que ironizou a acusação.
“Isso é uma piada de Primeiro de Abril? As alegações contra Brendan são 100% falsas e literalmente impossíveis. Na época, ele ainda estava no ensino médio, em Ohio, e nunca havia pisado em West Palm Beach em sua vida”, afirmou o advogado.
As novas acusações surgem em meio a uma série de problemas legais para Diddy. Recentemente, uma outra ação judicial por agressão sexual foi retirada, mas vários outros processos, incluindo por tráfico sexual, ainda estão em andamento.
Ele segue detido em Nova York enquanto sua equipe jurídica se prepara para os próximos desdobramentos do caso.